Seg. Empresarial

Publicado em Fevereiro 5th, 2018 | by Thiago Turcatto

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A Automação Industrial em ambientes adversos

Barueri (SP) – Ambientes industriais adversos, também conhecidos como ambientes agressivos ou nocivos são aqueles que exigem um cuidado maior com os operadores e equipamentos, e são mais comuns do que se imagina. Como exemplo, podemos citar segmentos industriais como o químico, o frigorífico, o de pneus e o alimentício, onde a prevenção dos processos corrosivos é essencial, uma vez que a corrosão pode comprometer operações completas, além de causar acidentes e perdas financeiras.

Outros cenários que também devem ser levados em consideração são as exigências de legislação para higiene e segurança, bastante comuns nas indústrias alimentícia e farmacêutica.

Estes cenários adversos também afetam a automação industrial, que é composta por equipamentos que contém circuitos e estruturas metálicas, itens que são diretamente afetados por agentes corrosivos, frio intenso e outras situações agressivas.

Observando esta questão, um dos principais fatores para que um projeto em um ambiente industrial adverso seja bem-sucedido é a correta identificação do cenário onde os equipamentos serão instalados. Geralmente é possível identificar alguma substância química agressiva aos equipamentos, porém é preciso atenção aos danos indiretos, assim como os de longo prazo, ou seja, danos oriundos de uma combinação de fatores. Por conta disso é essencial contar com profissionais especializados para elaborar um planejamento correto, evitando prejuízos.

Após a identificação dos fatores que tornam o ambiente adverso, é essencial implementar medidas que visem isolar o contato entre o ambiente e os equipamentos sensíveis aos mesmos, ou então buscar maquinários resistentes a esse contato. Tudo dependerá da viabilidade técnica e econômica de implementação de uma ou outra medida.

Nem sempre o isolamento total do equipamento é viável, principalmente as IHMs (interfaces homem-máquina) que precisam estar acessíveis ao operador e consequentemente em contato com o ambiente adverso. Nesses casos, é necessário utilizar equipamentos com grau de proteção que permita a utilização de jatos de água para a higienização.

Atualmente, existem no mercado soluções que vão desde aplicação de poliuretano nos equipamentos até películas protetoras (exemplo abaixo). Mas independentemente do tipo de solução, algumas características básicas que devem ser observadas são a resistência a lavagem com jatos de água em altas temperaturas, resistência a imersão em água em até um metro de profundidade, além de outras que podem ser encontradas em normas de segurança, como a IEC 60529, uma das várias que regulam essas situações.

Desta forma, confirmamos a importância da identificação adequada dos fatores que tornam o ambiente adverso e a busca de equipamentos de automação industrial adequados que estejam preparados para suportar esses fatores. Outro ponto que é de suma importância para as indústrias é a relação custo x durabilidade que atendam às expectativas. O equipamento precisa ter um custo viável e uma resistência que permita que o mesmo ofereça uma boa rentabilidade antes que seja necessária à sua atualização ou substituição.

 

Mais informações em: www.mitsubishielectric.com.br/ia

 

 


Editorial

Thiago Turcatto

é Bacharel e Mestre em Engenharia Elétrica pelo Centro Universitário da FEI e atua na área de automação industrial desde 1997. Atualmente é supervisor de suporte técnico da divisão de Automação Industrial da Mitsubishi Electric do Brasil.



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