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Publicado em agosto 4th, 2015 | by Editorial De Seguranca.com.br

Controle de acesso em hospitais traz maior segurança e conforto para pacientes e funcionários

O baixo controle nas entradas e saídas dos hospitais públicos revelados recentemente pela grande mídia denotam a baixa segurança que pacientes, familiares e equipe técnica vive cotidianamente – especialmente na rede pública de saúde. Segundo algumas reportagens, bastou que o jornalista estivesse trajando branco para acessar todas as áreas do hospital sem apresentar qualquer identificação.

O hospital é um organismo de gestão complexa por compreender trabalhos de hotelaria, lavanderia, serviços médicos, vigilância, restaurantes, atendimento a pacientes etc. Por isso, casos de roubo de medicamentos, fuga de pacientes, alto fluxo de desconhecidos, roubo de crianças e até assassinatos por desligamento de aparelhos vitais não são incomuns.

 

A questão da segurança patrimonial hospitalar é tão relevante que está presente em dois dos principais manuais de acreditação internacional: o da Organização Nacional da Acreditação (ONA) e o da Joint Comission International (JCI).

 

Algumas das mais importantes entidades do setor, tanto brasileiras como estrangeiras, contam com grupos de estudos especializados no tema. É o caso da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança (Abseg) e Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança Orgânica (ABSO), além da norte-americana International Association for Healthcare Safety and Security (IAHSS).

O aumento crescente da violência no mundo afeta a todos os segmentos, inclusive o hospitalar. Por isso, é dever da instituição implantar controles de acesso eficientes, visando maior segurança e tranquilidade na rotina de médicos, enfermeiros, equipe administrativa, pacientes e acompanhantes. O sistema de monitoramento e controle de acesso foi, portanto idealizado para dar mais segurança às unidades hospitalares, por meio de catracas com identificação biométrica, portas automáticas controladas, por exemplo, ou a instalação de câmeras quem filmam em alta resolução.

Atualmente, alguns centros de excelência e referência no setor no Brasil, como os hospitais São Luiz, Albert Einstein e Sírio Libanês, já utilizam tecnologias que permitem o controle mais eficiente do fluxo operacional – seja de pessoas ou de medicamentos. Os sistemas de acesso asseguram alto nível de controle da circulação de pessoas em áreas sensíveis como farmácia, necrotério, centros cirúrgicos etc. Outra ferramenta importante é o monitoramento por imagens, com o objetivo de combater ações de violência, roubos e furtos no ambiente. Mais adotado na rede hospitalar particular, essa captação e gravação de imagens é feita por câmeras, com vistas a oferecer mais conforto tanto para pacientes como a equipe que trabalha no local.

 

“o acesso não somente às alas internas do hospital mas também a entrada e saída de veículos têm igual importância”

 

Assim, o acesso não somente às alas internas do hospital mas também a entrada e saída de veículos têm igual importância. Um processo ágil, definido a partir de um cadastro único de pessoal técnico e visitante, pode definir o acesso ao local. Da mesma forma, a automatização restringiria o acesso de não cadastrados a remédios, por exemplo, aumentando a segurança do ambiente.

As mais recentes soluções da indústria permitem definir uma política personalizada de controle de acesso para pessoas e carros dentro da área do hospital. Se o local permite apenas três ocupantes por dia, o sistema se encarrega de controlar tudo: quem esteve na sala, em qual horário e quando saiu.

Na área farmacêutica, as soluções de controle de acesso também podem estar presentes. É possível acompanhar quais dos enfermeiros e médicos autorizados tiveram acesso aos armários de remédios, principalmente aqueles com tarja preta – os mais controlados. Além disso, o desempenho do sistema é totalmente mensurável, antevendo fatos negativos que possam vir a acontecer, além de sanar problemas já detectados por estes.

 

marco-antonio-cameMarco Antônio Barbosa é especialista em segurança e diretor da CAME do Brasil. Possui mestrado em administração de empresas, MBA em finanças e diversas pós-graduações nas áreas de marketing e negócios.

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editorial@de-seguranca.com.br




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