Seg. Empresarial

Publicado em junho 27th, 2014 | by Adm. Teanes Carlos Santos

Cultura de Security

Muito se fala em cultura de Segurança Patrimonial (Security), no entanto, pouco se mostra como fazer para aculturar os empregados e, quando o fazem, tampouco se divulgam os resultados esperados e obtidos.

Também ouço muitas reclamações de gestores da área ou não, de que a empresa X ou nas organizações Y e Z, não há cultura de Security; no entanto, observa-se que estas mesmas pessoas pouco fazem para mudar o status.

Dessa forma, recomendo adotar, utilizando a criatividade, um programa, que deve ser anual, planejado estrategicamente, estruturado e estendido a todos os empregados diretos, indiretos e visitantes.

No planejamento estratégico do programa deve-se considerar que Segurança é Responsabilidades de Todos, portanto, deve-se utilizar como base de dados fundamental a missão, visão, valores, código de conduta e ética da empresa, alinhando com o objetivo de negócio da empresa.

A seguir listo alguns exemplos de medidas de conscientização para fazer parte do programa de implantação e implementação; e para os casos em que a segurança for rotulada como repressiva recomendo a adequação.

 

  1. Impreterivelmente a integração de Segurança Patrimonial deve ser o primeiro item, considerando que atende a todos, que de uma forma ou de outra prestarão serviços na  empresa. Neste item recomendo uma lista de presença para arquivo no prontuário do colaborador de responsabilidade do RH e arquivo da Segurança Patrimonial. É de bom tom entregar a cada participante uma espécie de livreto contendo as regras e normas. De modo geral a integração trata de evidenciar o que pode e o que não pode com base no manual de conduta, ética e regras gerais da Companhia.
  2. Adotar a divulgação semanalmente de dicas de segurança em informativo próprio ou do RH é uma forma direta de dar o recado. Exemplo: Ao perceber estranhos no entorno da empresa ou pessoas em atitude suspeita, comunique imediatamente a Vigilância Patrimonial.
  3. Outra maneira de conscientizar os colaboradores da empresa são dicas de Security nos displays das mesas no restaurante ou refeitório, podendo ser um tema diário ou semanal, revezado com os temas do informativo. Exemplo: Ao constatar a perda do seu crachá, informe imediatamente a Vigilância Patrimonial. As dicas também podem tratar dos seguintes temas: Achados e perdidos, furto, utilização de uniforme, cuidados com os pertences, segurança no trajeto, segurança no lar e as tecnologias, segurança da informação, conversas no restaurante, entre outras.
  4. A SISP – Semana Interna de Segurança Patrimonial, é uma boa forma de contribuir com a cultura de Security dos trabalhadores. Como exemplo, podemos escolher uma fábrica que tenha três turnos e definirmos que serão 5 temas revezando em dois horários por  turnos. Os temas devem ser relacionados com as necessidades da organização, de tal forma que atendam as mais imediatas e reforcem os valores da empresa. Preferencialmente os palestrantes devem ser externos, por conta da imparcialidade. Podem-se distribuir brindes aos participantes, como forma de agradecimento pela presença. É importante também homenagear o palestrante com, no mínimo, um certificado de presença. A SISP pode ser anual, igualmente à SIPAT e semana da saúde, entre outras. Também deve-se disponibilizar a lista de presença.
  5. Implantar o DSP – Diálogo de Segurança Patrimonial, é também uma forma de esmiuçar um tema ou procedimento que, por vezes, é pouco divulgado ou pouco compreendido pelos colaboradores, gerando um desgaste para todos. O DSP pode ser quinzenal ou mensal, dependendo do apetite por endomarketing ou estrutura do time de gestão de Security. Um exemplo de DSP é informar aos colaboradores a diferença entre roubo e furto e como identificar um caso ou outro na empresa. A divulgação ou treinamento podem ser feitos diretamente por Security ou pelos gestores da fábrica ou similar com lista de presença.
  6. ecomendo implementar todas sugestões de forma gradativa, utilizando como norteador o calendário de feriados. Exemplo: No carnaval pode-se utilizar a seguinte dica: Mantenha a bolsa na frente de seu corpo e carteira e celular no bolso da frente, quando for aos bailes e desfiles.

 

Um indicador que pode ser utilizado como balizador do sucesso das sugestões para fortalecimento da cultura de Security é o IOSP – Indicador de Ocorrência de Segurança Patrimonial. Com a utilização deste indicador, você pode demonstrar os resultados e evolução das ocorrências como, por exemplo, o aumento da comunicação de delitos ou a baixa de devolução de objetos achados. Na prática é possível perceber a melhora de postura das pessoas em relação ao tema Security, com engajamento e sensibilidade evidenciados pelas denúncias ou pesquisas de clima/satisfação dos colaboradores.

Conforme o contexto, altera-se o programa, a exemplo do aumento repentino de arrombamento de armários nos vestiários. Neste caso é crucial tomar uma medida rápida de correção e conscientização das pessoas.

De modo geral existem outras formas de criar valor de Security, conforme apresento abaixo:

  • Na abertura de reuniões, iniciar sempre com uma dica de Security, preferencialmente relacionada ao tema da reunião.
  • Podem-se utilizar banners em locais estratégicos com as mensagens prioritárias.
  • Nos quadros de avisos, afixar informativos para assuntos de Security relacionados com a área.
  • Utilizar diretriz para visitantes, entregadores, entre outros, nas portarias e recepções.
  • Outra forma de divulgação são mensagens no desktop.
  • Cartão de estacionamento.
  • Check list dos motoristas.

Todas as sugestões relacionadas neste artigo podem ser locais ou corporativas, considerando o tamanho físico da empresa, número de funcionários, localização, ocorrências e estratégias adotadas. Pode ser aplicada em uma operadora logística, indústria química, condomínio residencial ou empresarial, shopping, lojas de departamento, entre outras formas de negócios.

Segurança empresarial é responsabilidade de todos; portanto, o exemplo deve ser dado por todos indistintamente, do presidente ao operário.

Vale ressaltar que este artigo não tem a pretensão de esgotar o tema e nem ensinar aos especialistas em comunicação empresarial como fazer endomarketing, mas sim, apenas apresentar algumas formas simples, indo direto ao assunto.

Por fim, é importante considerar na elaboração do programa, as diretivas constantes nas normas da família ISO 26000, ISO 27000, ISO 31000, ISO 28000, entre outras.

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Editorial

Adm. Teanes Carlos Santos

, ASE. Consultor de Segurança e Riscos. Professor na Unian – Universidade Anhanguera. Diretor Suplente – Conselho Fiscal ABSEG – www.abseg.com.br




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