Crise: Como administrar?
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- Publicado em: Thursday, 19 January 2012 11:47
- Por: Nino Ricardo Meireles
Não basta as empresas terem um plano preventivo de segurança, pois ele nunca terá a condição de zerar os riscos. Por mais bem planejado e implementado que seja, ele não tem como ser 100%. Esta realidade nos faz perceber a importância da organização ter um plano de contingência, pois uma emergência ou crise poderá levar a empresa a encerrar as suas atividades, caso não seja bem administrada.
PoderÃamos conceituar crise como um fenômeno complexo que tem sua origem em fatores internos e/ou externos à organização, caracterizado por um estado de grande tensão com elevada possibilidade de agravamento e risco de sérios impactos na imagem e na própria sobrevivência da organização.
A crise é um evento que pode ser de cunho criminoso ou não, exigindo uma resposta rápida e especÃfica a fim de assegurar uma solução aceitável, minimizando-se os impactos. Ela, geralmente, é imprevisÃvel e pode ameaçar a integridade fÃsica e a vida dos funcionários e das pessoas da comunidade ao redor da empresa. A gravidade da situação exige da empresa uma ação em caráter de urgência e uma postura organizacional não rotineira.
Não podemos esquecer que a crise poderá ser explorada pelos concorrentes. Esta realidade ressalta a importância das atividades de inteligência e de comunicação, havendo necessidade de um segmento pós-crise para neutralizá-la e evitar repetição.
É importante que não confundamos Gerenciamento de Crise com Planejamento de Contingência, pois o primeiro está inserido no segundo. O gerenciamento trata da administração propriamente dita da contingência e utiliza várias equipes, previstas no planejamento.
O Comitê de Crise é o grupo especificamente preparado para administrar o desastre. Ele é composto por: equipe técnica, equipe administrativa, equipe operacional, assistência social e assessoria de imprensa.
O gerenciamento de crises pressupõe a clareza de informações, a ética e a transparência nas ações. Sempre que possÃvel, a empresa deve tornar pública as ações adotadas para evitar as especulações. Esta interface com o ambiente externo à organização é responsabilidade da assessoria de imprensa e deve ser feita com muito critério, pois pode afetar, irreversivelmente, a imagem da empresa.
Deve-se evitar a ocultação dos problemas e procurar esgotar o assunto o mais rápido possÃvel. Durante a emergência, embora se deva suspender a publicidade da empresa para dificultar o desgaste da imagem, é conveniente aproveitar os espaços disponÃveis na mÃdia para divulgar esclarecimentos sobre o assunto.
A resposta à contingência será potencializada mediante a manutenção de uma equipe que tenha a função de prever, projetar e administrar possÃveis crises. Mesmo sabendo que não temos a capacidade de antever o futuro, esta polÃtica dera à empresa a capacidade de minimizar os impactos. Uma das ações importantes a serem implementadas por esta equipe é a prática de simulações.
É importante salientar que a melhor forma de enfrentar a contingência é o constante acompanhamento dos processos, o monitoramento do segmento do negócio, a atualização de cenários e a manutenção de equipe mobilizada contra eventuais crises. Em conjunto, essas ações facilitam a intervenção em situações de crise e, quase sempre, minimizam as interrupções ou as anormalidades nas atividades corporativas.
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Nino Ricardo Meireles é Engenheiro Civil; Especialista em consultoria e gestão de recursos humanos; Especialista em gestão estratégica de negócios. Atua na área de Consultoria e treinamento empresarial e em segurança corporativa; Coordenador e professor da graduação em gestão da segurança privada (Estácio / Fib); Coordenador e professor do MBA em gestão estratégica da segurança corporativa (Estácio / Fib). Atua nas áreas de: Gestão de riscos, Gestão de continuidade de negócios, Gestão de perdas, Plano de segurança preventivo e contingencial, Gestão de recursos humanos. Autor das Obras: Desmitificando a segurança (2002); Recursos humanos no setor de segurança, o que você precisa saber (2005); Sistema de segurança (2006); Manual do gestor da segurança corporativa (2008); Segurança privada, conceitos e atualidades (2009).
Site: www.nrm.pro.br













