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Publicado em setembro 13th, 2015 | by Editorial De Seguranca.com.br

Jovem que morreu no metrô levou “gravata” de segurança, diz testemunha

Adolescente morreu depois de passar pela catraca da estação Anhangabaú sem pagar

Uma das amigas que estavam com Izaque Tomé do Nascimento, o jovem que morreu dentro da estação Sé do Metrô nesta terça-feira (2), afirmou em entrevista ao R7 que a vítima foi golpeada com uma gravata por um dos seguranças da companhia. Lucila Lopes, de 20 anos, acredita que a agressão tenha levado o rapaz à morte.

— Ele foi enforcado. Ele levou uma gravata de um dos seguranças antes de desmaiar.

A Polícia Civil investiga a morte do adolescente de 17 anos, que tem versões contraditórias. O pai disse à polícia que ele foi atingido por um soco por um segurança da companhia, que nega. De acordo com a Companhia do Metropolitano de São Paulo, o rapaz teve um mal súbito após pular a catraca com um grupo aparentemente sob o efeito de drogas.

Lucila conta que estava com outra amiga e quatro meninos no metrô indo em direção à estação Jabaquara. Quando na estação Anhangabaú foram acompanhados por dois seguranças. Ao chegar à estação Sé, Linha 3-Vermelha, o grupo foi surpreendido por mais funcionários.

— Eles estavam esperando a gente lá. Eu e minha amiga tentamos separar a briga e um segurança acertou o pescoço dela. Tem até hematoma.

O pai da vítima, Gilberto Severo do Nascimento, acredita na versão relatada pelos amigos. Segundo ele, a família desconhece que o filho tivesse qualquer doença, inclusive cardíaca.

— Meu filho entrou com vida na estação e depois das agressões de seguranças, presenciadas por outros jovens que estavam com ele, saiu morto de lá.

Nascimento acrescenta que o adolescente passou mal às 8h10, após as agressões físicas. No entanto, só teria sido socorrido às 9h13 e veio a óbito às 9h30, no Pronto-Socorro da Santa Casa da Misericórdia, região central da capital paulista.

Segundo o advogado Ariel de Castro Alves, coordenador estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos, o boletim de ocorrência foi registrado pela companhia sete horas depois da morte.

— Isso é um indicativo de que o Metrô tentou acobertar os fatos.

Ele foi socorrido por funcionários da estação, mas acabou falecendo no Pronto-Socorro da Santa Casa de Misericórdia, na região central da capital paulista.

O delegado Osvaldo Nico Gonçalves, da Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano), informou que a versão da agressão foi levantada pelo pai da vítima.

— A gente vai apurar, vai ouvir. Mas não está confirmado nada disso. A outra versão, com testemunhas, é de que o segurança só o segurou pelo braço e ele teve uma convulsão e faleceu. Vou ouvir os dois lados para não cometer nenhuma injustiça.
O enterro está marcado para esta quinta-feira (3), às 8h, no cemitério da Vila Formosa, zona leste de São Paulo. Nascimento acrescenta que não haverá velório porque a família não tem condições de custear. Ele finaliza que não recebeu nenhum apoio do Metrô nem do governo do Estado.

Fonte: Portal R7

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