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Publicado em agosto 23rd, 2015 | by Editorial De Seguranca.com.br

Vigilante Patrimonial – um perfil profissional e os desafios do mercado de atuação

Zelar pela segurança e patrimônio do outro para assegurar sua tranquilidade não é tarefa para qualquer um. A profissão de vigilante patrimonial é regulamentada por Lei e só pode ser exercida por profissional capacitado em curso de formação para vigilantes, devidamente registrado na Polícia Federal, além de outras exigências, como registro na Delegacia Regional de Trabalho e reciclagem periódica.

A relevância da profissão pontuada inicialmente nesta conversa deve ser defendida por toda sociedade, defesa que pode ocorrer com a conscientização de dois fatores primordiais: o esclarecimento sobre as diferenças entre a função de vigia e vigilante e a recusa pela informalidade, já que o mercado regulamentado colabora e muito para a geração de emprego e renda por meio da formação e capacitação de profissionais.

A Security Vigilância Patrimonial apresenta a seguir vários dados que contextualizam este debate, e se coloca à disposição como fonte para o tema.

Função do vigilante: muitas vezes confundida com vigia, cuja incumbência é restrita à guarda patrimonial, o vigilante, por sua vez, tem uma atuação parapolicial, devendo para tanto ser habilitado, ter requisitos específicos para a função, possuir preparo para enfrentar diversas situações de perigo, como agir ao perceber atividades suspeitas no local, o ingresso de pessoas estranhas e lançar mão de técnicas de abordagem e proteção de patrimônio. Os requisitos incluem formação mínima na quarta série do primeiro grau e certificado no curso de formação de vigilantes;

 

o serviço de segurança privada é regulamentado pela Lei 7.102/83, Decreto 89.056/83 e por portarias do Ministério da Justiça

Regulamentação da atividade de segurança privada: o serviço de segurança privada é regulamentado pela Lei 7.102/83, Decreto 89.056/83 e por portarias do Ministério da Justiça;

Vigilante autônomo: a prestação de serviços de vigilância ou segurança privada efetuada por Policiais Civis e/ou Militares é proibida. Segundo o Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de São Paulo (SESVESP) tal atuação é considerada clandestina;

 

Há 2517 empresas de vigilância cadastradas e autorizadas pela Polícia Federal, mas apenas 240 possuem escola de formação devidamente autorizada pela Policia Federal

Dados do segmento: em 2014 foram registrado 700 mil vigilantes, um aumento de 8,5% em relação a 2013. Nos últimos 10 anos o crescimento foi de quase 75%. Há 2517 empresas de vigilância cadastradas e autorizadas pela Polícia Federal, mas apenas 240 possuem escola de formação devidamente autorizada pela Policia Federal (Dados da Sesvesp);

Números da Academia de Formação de Vigilantes da Security Vigilância Patrimonial: Desde sua fundação, em 2007, quase 3 mil profissionais já foram formados pela Academia e mais de 4 mil já passaram por reciclagem. O perfil dos alunos que procuram a Academia é formado por pessoas que querem mudar de área profissional. Muitos fazem o curso nas férias, em busca de uma melhor colocação no mercado. Outros estão desempregados e procuram o curso para novas oportunidades.

São necessárias 200 horas para a formação de um profissional de vigilância na Academia de Formação de Vigilantes da Security Vigilância Patrimonial. Os alunos passam por um total de 15 disciplinas, sendo 3 delas táticas (aulas de tiro, defesa pessoal e educação física); e 12 de formação teórica (legislação, prevenção e combate a incêndios, criminalística, rádio e comunicação, segurança privada, segurança eletrônica, gerenciamento de crise, primeiros socorros, vigilância, relações humanas no trabalho, sistema de segurança pública e uso progressivo da força).

Para iniciar o curso é preciso apresentar uma documentação (7 certidões, entre elas atestado de antecedentes criminais, certidão eleitoral, militar estadual, distribuição federal e teste de aptidão física e mental, além dos documentos pessoais).

 

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